Roteiro Salar do Uyuni, Bolívia: hotel de sal, alimentação e mais dicas


Nossa viagem que começou em San Pedro do Atacama e foi parar no Salar do Uyuni (Bolívia) continua e agora compartilhamos um pouco mais desse aventura. Fizemos o roteiro que parte da cidade de San Pedro do Atacama e segue de carro até Uyuni, na Bolívia. São 3,5 dias entre ida e volta, com paradas para dormir ao longo do caminho.

É verdade esse bilete: essa paisagem existe… e fica na Bolívia!

Esse texto é parte de uma série publicada com dicas e relatos da viagem. Clique aqui para conferir os demais dias e locais dessa viagem.

Há algumas agências que operam essa viagem e você pode contratar o pacote diretamente em San Pedro do Atacama. Mesmo as agências que não operam esse trecho, comercializam como revendedoras do pacote das agências que operam. Então a dica é pesquisar os melhores preços.

A Viagem de ida ao Salar do Uyuni

Acordamos por volta das 6h30 (horário local) e saímos às 9h30.
Nossa primeira parada foi no Vale da Copa del Mundo. O local tem esse nome por abrigar formações rochosas é uma delas se parece que a taça da copa do mundo.

Copa del mundo

 




Paramos para comer por volta do meio dia. Comemos uma espécie de lasanha de batata com salsicha de frango, acompanhada de arroz, salada de tomate/pepino/milho, queijo e atum. Para beber Coca cola e água (havia pensado que a expressão Coca cola no deserto fosse brincadeira… mas não é!). No deserto escaldante há ainda sobremesa: pêssego em caldas e maçã.

Considerando que estamos no meio do deserto.. comemos super bem!

Perto dessa parada para almoço, há ainda banheiros (não espere por muita limpeza). Ao redor desse abrigo-restaurante há algumas Lhama e pode-se tirar fotos e aproximar-se do animal, coisa rara.

Lhama na Bolívia: até que era simpática!

Seguimos viagem e paramos desta vez para apreciar o Cânion da Anaconda.

Vale da Anaconda: mal da pra ver na foto.. mas bem lá no fundo já um “caminho” criado pela água que parece uma enorme cobra (daí o nome anaconda) que corta boa parte do deserto…




No meio da tarde, paramos no município de Colcha K. É um local plaino onde você só vê deserto para qualquer direção que olhe. No meio de tudo isso há uma linha de trem. Nesse município é fabricada cerveja artesanal em três sabores bem incomuns: cerveja de coca (a folha), cerveja de quinoa e por último, cerveja de mel e cactus. Há banheiro por 2 pesos bolivianos.

Após algumas horas, seguimos viagem e no caminho passamos por uma área que foi um grande lago hoje em dia se secou. É possível ver a marca da água nas montanhas. Atualmente é feita exploração de lítio nessa região (pra quem não sabe, lítio é usado para fabricar baterias de celulares e outros equipamentos eletrônicos).

Quase no por do sol (por volta das 18h) chegamos ao Salar do Uyuni.

Curiosidades sobre o Salar do Uyuni

  • o Salar do uyuni tem mais de 12.000 km
  • O solo possui de 30 a 40 metros de profundidade de puro sal
  • Abaixo dessa enorme camada de sal, há água e lítio
  • O lítio é usado na composição de baterias de celulares e inúmeros outros aparelhos eletrônicos
  • Devido à enorme quantidade de lítio, bússolas e GPS não funcionam nesta região. Portanto, ao viajar para cá, você está literalmente nas mãos do guia/motorista.
  • Após uma breve parada para ver o por do sol, voltamos ao nosso jipe 4×4 e partimos rumo ao hotel de sal. Fica bem próximo, apenas alguns minutos.

O hotel de sal do Salar do Uyuni

Chegamos por volta das 19h no hotel de sal. Praticamente tudo nesse lugar é feito de sal: paredes são enormes blocos de sal, ligados com uma espécie de cimento de sal. Nos quartos há uma cama, mesa e alguns bancos – tudo feito de sal. O chão é rústico: sal grosso. Pelo menos o colchão não é de sal (se bem que dado o cansaço da viagem, dormiria tranquilamente se fosse de sal também).

A estadia no hotel de sal estava inclusa no valor do pacote que compramos, mas fomos avisados que o banho deveria ser pago a parte. Paga-se 10 pesos bolivianos para tomar banho (quente!!!). O banheiro não é de sal (não funcionaria se fosse, obviamente). Há três banheiros para os hóspedes (que são poucos).

Parede, chão, mesa, cama… tudo de sal. Pelo menos o colchão é macio e de espuma!

O jantar é servido ás 19h30 com sopa e pães de entrada, sempre regado com vinho. O prato principal neste dia foi frango com batatas, tomate e bananas.




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Após o jantar, nosso guia avisa que temos de dormir cedo, pois no dia seguinte acordaremos ás 4h30, pois a partida estava programada para as 5h em ponto. Iríamos sair tão cedo para ver o nascer do sol a partir de uma “ilha” no meio do deserto de sal.

Mesa e cadeiras de sal

Há uma mesa com tomadas para carregar celulares e câmeras. A energia elétrica fica ligada até as 22h. Todos aproveitam para recarregar seus aparelhos eletrônicos.

Isso sim é um carregador universal!

O chuveiro funciona até as 23h. Perguntamos a um funcionário do hotel se poderíamos tomar banho no dia seguinte pela manhã e fomos informados que não, pois pela manhã a água está congelada. Coisas do deserto!

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Acompanhe os demais dias dessa viagem nas próximas semanas. Não perca nenhum artigo.

 

 

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Sobre Pedro

Apaixonado viajar e falar sobre viagem. De tanto que gosta do tema, resolvi fazer esse blog para contar sobre as viagens que fiz e as que estou planejando fazer. Fui a mais lugares do que já pensei que pudesse e a menos do que gostaria. Quando mais diferente a cultura, mais interessante fica a viagem. Além de “Disneymaníaco”, gosto especialmente de conhecer as mais diferentes culturas e pessoas.

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